Cirurgia plástica faz parte do treinamento de miss para levar a coroa

Loira, morena, negra, mulata, oriental. Como é a mulher mais bonita do planeta? Neste ano ela é mexicana, tem 22 anos e atende pelo nome de Jimena Navarrete. A morena foi eleita a Miss Universo 2010 recentemente, em agosto, na cerimônia realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos. A beldade superou outras 82 candidatas. Mas qual a fórmula do sucesso para sagrar-se miss? Para entrar na disputa da coroa, ser bonita é pré-requisito tanto para estar lá quanto para todo o resto. E apesar de serem beneficiadas pela genética, as mulheres penam para levar o título para casa. Tratamentos estéticos, de pele, de cabelo, rotina de exercícios, dieta, curso de etiqueta e uma vida quase inteira dedicada aos concursos de beleza fazem parte da história das candidatas. E como se fosse possível aperfeiçoar ainda mais estas beldades, nos últimos anos, candidatas do mundo todo têm recorrido às cirurgias plásticas a fim de aumentarem suas chances na disputa. Afinal, uma lipoescultura é capaz de aperfeiçoar as curvas, o silicone aumenta seios e o bumbum, o nariz e a orelha também podem ser melhorados. Polêmicas à parte, em concurso de miss, plástica não dá doping. Mas até que ponto as candidatas que passam por intervenções se sentem confortáveis com as mudanças ou foram influenciadas a apelarem para o bisturi?

Só que as misses não estão sozinhas em encarar as angústias que permeiam a busca do corpo perfeito. Não é à toa que o número de procedimentos estéticos, entre cirúrgicos e não cirúrgicos, no Brasil, só cresce. Em 2009, foram aproximadamente 645 mil cirurgias plásticas, segundo pesquisa encomendada ao Ibope pelo 11º Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, realizado em março em São Paulo. Isso sem contar os outros procedimentos estéticos não cirúrgicos que juntamente com a qualidade dos profissionais coloca o Brasil como o melhor lugar do mundo para se fazer cirurgias plásticas, de acordo com um ranking recentemente publicado na revista norte-americana Newsweek.

Beleza construída ou melhorada?

E como uma miss, apesar de muito bela, sabe que tem uma gordurinha sobrando ali ou poderia ter um nariz levemente mais arrebitado para encantar os juízes? Para auxiliar as candidatas a trilhar o caminho das pedras até o sonhado reinado existem profissionais especializados no ramo. Evandro Hazzy é preparador de misses, ou como o termo do ramo determina, é um missólogo. Fundador da Escola de Misses Allure by Evandro Hazzy, segundo ele a primeira escola de misses do Brasil, organizador do Miss Minas Gerais e comentarista oficial da transmissão pela Rede Bandeirantes, o profissional diz que as candidatas já sabem o que esperar quando entram neste ramo. “Eu não acho que seja um sofrimento para as misses ter disciplina com os cuidados com a beleza. Para tudo na vida, a gente tem que passar por alguns obstáculos. Quem participa de um concurso deste tipo já sabe pelo que vai passar”, explica Hazzy.

Ao longo de sua carreira, o missólogo Evandro Hazzy já teve participação no sucesso de várias misses como Luize Altenhofen, Ana Hickman, Renata Fan, Joseane de Oliveira, Rafaela Zanela e Natália Anderle. Ele diz que para vencer é necessário que exista, principalmente, uma boa orientação. “Tem que ter preparação. Cuidados estéticos com a pele, com o cabelo, com o corpo são fundamentais. Mas o mais importante é um bom trabalho psicológico, capaz de preparar a candidata para a vitória e para a derrota”, explica Hazzy.

A gaúcha Rafaela Zanella, eleita Miss Brasil 2006, aderiu a um programa intenso de treinamento para vencer as outras concorrentes. “Já praticava muitos esportes, mas para concorrer ao Miss Rio Grande do Sul procurei uma nutricionista e passei a cuidar mais da alimentação, a preparação física foi aperfeiçoada com mais exercícios aeróbicos, também fazia massagens e drenagem linfática”, revela a beldade.

O cirurgião plástico Célio José de Oliveira, há dezesseis anos referência na realização de cirurgias estéticas em candidatas à miss e diversas personalidades, ganhou fama no mundo dos concursos quando realizou uma pequena lipoescultura na modelo Renata Bessa, que mais tarde seria eleita Miss Brasil, em 1995, por Minas Gerais.

Apesar da sua clientela, ele defende o bom-senso e a valorização da beleza original. “Sou adepto de realçar a beleza. Não acredito que se possa produzir uma beleza. Isso pode deixar a mulher estereotipada, com um aspecto artificial”, afirma Célio. O cirurgião ainda explica que a realização de cirurgias plásticas como parte do “treinamento” para levar a coroa é comum, mas por motivos éticos não divulga os nomes das candidatas e misses que já passaram por seus serviços médicos. “As cirurgias mais realizadas são geralmente lipoesculturas, próteses de seios e correções no nariz. Em alguns casos selecionados podem ser feitos preenchimentos para ressaltar as curvas”, conta o especialista.

Mesmo assim, Célio afirma que é criterioso ao indicar uma intervenção cirúrgica para uma paciente, seja ela candidata à miss ou não. Ele conta que uma candidata que participaria do Miss Brasil o procurou com o objetivo de fazer “alguns ajustes”. Célio revela que se negou a fazer a cirurgia: “Eu disse – Você é perfeita, não precisa de cirurgia. Ela aceitou meu conselho e acabou vencendo o concurso nacional”.

Visando o Miss Brasil, Rafaela Zanella resolveu investir ainda mais na aparência. “Procurei o cirurgião Almir Nácul, por indicação de uma colega. Perguntei o que ele achava que poderia modificar para melhorar e foi quando fiz uma bioplastia para levantar a pontinha do nariz. Já era algo que me incomodava, mas foi só neste momento que tive a oportunidade de fazer”, explica a modelo. “Algum tempo depois do Miss Universo fiz um implante de silicone nos seios”, revela a ex-Miss, hoje estudante de medicina.

Na bancada dos grandes concursos, os critérios de avaliação dos jurados podem ser bastante pessoais. Para o cirurgião plástico, que já foi jurado em dezenas de concurso no Brasil e no exterior, olhos bem treinados podem perceber a diferenças entre corpos naturais e modificados. O especialista revela que é possível perceber um procedimento mesmo quando a candidata nega que tenha feito. “Para a grande maioria dos jurados, esses procedimentos não prejudicam a performance da candidata. “Dá para ver, mas não interfere. O que influencia é a estética e o equilíbrio corporal da candidata”, explica.

A dor do arrependimento

Além disso, miss também se arrepende, como qualquer pessoa que passa por uma cirurgia plástica. Um exemplo famoso é o episódio envolvendo a Miss Rio Grande do Sul, Bruna Felisberto, que declarou sua insatisfação com a rinoplastia realizada pelo cirurgião Nelson Heller. A polêmica surgiu depois do sexto lugar da gaúcha no Miss Brasil 2009. A Miss então declarou que não ganhara devido ao caráter artificial e à cicatriz deixada por causa do procedimento.

Na época, o preparador de Bruna era justamente Evandro Hazzy, que também foi acusado de ter influenciado a modelo a fazer a cirurgia. Questionado sobre o assunto, ele alega que não indica cirurgias, apenas mostra os prós e contras: “Não sou contra cirurgias de maneira alguma. Sou contra excessos, e contra as pessoas que não têm cuidado no pós-operatório”, afirma Hazzy.

O cirurgião plástico Célio José de Oliveira conta que nunca teve problemas com suas pacientes, mas em contrapartida, já precisou retirar preenchimentos ou fazer o refinamento de lipoesculturas realizadas por outros profissionais para que as candidatas pudessem participar dos concursos.

Para evitar situações de frustração, o cirurgião Célio José de Oliveira revela que não faz cirurgias visando os concursos, mas que prefere analisar o que a paciente precisa. “Quando a paciente é uma empresária ou universitária, por exemplo, é uma questão diferente do que para alguém que vai seguir uma carreira de modelo ou atriz. Por isso, sempre pergunto o que ela pretende fazer da vida”, afirma Célio.

Antes de ir para a mesa de operação, qualquer mulher precisa ter algumas certezas. De que a cirurgia é necessária, de que vai resolver uma questão pessoal, melhorar a sua autoestima e se ela tem preparação psicológica para aceitar a mudança física e as dores do pós-operatório, que são muitas. “É importante que o paciente saiba que existe um tempo natural para a plena recuperação da cirurgia plástica e que o resultado final, bem como a necessidade de algum retoque, só poderão ser observados após este período”, diz Ruben Penteado, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Os recursos para exibir-se linda e mais jovem são inúmeros e tentadores. Eles vão desde os tratamentos estéticos aos alongamentos capilares, passando pelo botox e cirurgias de pequeno, médio e grande porte. No entanto, podem existir problemas graves quando alguém apela para o bisturi para se ajustar a um grupo social ou agradar olhares alheios. “É inegável que tudo isto traz satisfação, prazer, segurança. Porém, quando esse desejo se manifesta de uma forma exagerada e deturpada – como a vontade de se parecer com a artista X ou Y – é preciso se policiar” declara Ruben. Ele completa, “Só existe uma maneira de ser feliz com a própria imagem: não se comparar com ninguém, respeitar os próprios traços e limitações, ter bom senso e prezar a harmonia do conjunto”.

Outro ponto que o cirurgião plástico Célio de Oliveira faz questão de ressaltar é que existem muitos benefícios na cirurgia plástica, não apenas para as candidatas dos concursos de beleza, mas também para a população em geral. “Plástica não é sinônimo de lipoaspiração. Vítimas de queimaduras, de acidentes traumáticos ou mesmo quem teve um seio retirado em razão de um câncer viveriam melhor se pudessem fazer uma cirurgia. O objetivo final da plástica é melhorar a qualidade de vida das pessoas. O Brasil só não é o primeiro em cirurgias por problemas econômicos, ma seria muito bom que todos tivessem acesso aos seus benefícios”, diz Célio.

Plástica de abdômen não é sinônimo de emagrecimento

No âmbito das cirurgias de modelagem corporal, as intervenções abdominais cumprem um papel muito importante. Isso porque o abdômen ocupa grande parte do tronco do corpo humano, dividindo-o com o tórax. Assim, as plásticas de abdômen têm função primordial na “escultura” e no formato do corpo, tornando-o mais elegante.

Antes de qualquer coisa, devemos compreender que a plástica de abdômen não serve para emagrecer. Se o paciente apresentar sobrepeso, o acúmulo de gordura não se restringirá à parede abdominal, mas também ao conteúdo intra-abdominal.

Nesses casos, o resultado estético ficará prejudicado, porque não existe possibilidade de modelar o abdômen – o excesso de gordura intra-abdominal não permite deixar o abdômen “negativo” (mais reto ou côncavo). Portanto, pacientes nessa condição devem diminuir seu peso previamente para, depois, se submeter à cirurgia.

Regiões próximas do abdômen devem ser consideradas

O abdômen sofre com as mudanças corporais: ganhos e perdas de peso, gravidez, vícios de postura corporal, sedentarismo. Devemos imaginar que nós somos seres “circulares”. Portanto, quando pensamos em intervir em um abdômen, precisamos imaginar uma unidade estética única, que inclui, além da região abdominal, os flancos e o dorso.

Não adianta o cirurgião plástico “fazer” um abdômen maravilhoso e não se preocupar com os flancos laterais e o dorso. Para haver harmonia e elegância no conjunto, deve-se programar a intervenção do dorso e dos flancos, associada à intervenção do abdômen.

Quando não se leva em consideração o conjunto, o formato corporal tende a ficar prejudicado. Ao se realizar somente a intervenção no abdomên – sem preocupar-se com o dorso e os flancos – a lipodistrofia (acúmulo de gordura nessas regiões) fica mais evidente e não chegamos a um conjunto harmônico. O ideal é que, quando indicada a plástica de abdomên, realizemos o procedimento e as intervenções paralelas ao mesmo tempo. Assim, esteticamente, o resultado ficará mais eficaz.
Tipos de intervenção abdominal

Quando analisamos um abdômen, devemos diagnosticar os problemas envolvidos: a presença de flacidez de pele e/ou da parede muscular e a presença de gordura no abdome, nos flancos e no dorso. Na presença de flacidez de pele, faz-se necessária a ressecção do tecido, que dependerá da quantidade de pele a ser removida, o que resultará numa cicatriz de extensão proporcional. Há casos, porém, em que a flacidez de pele é menor. Com isso, a incisão e cicatriz também serão menores.

Nos casos de flacidez da parede muscular, devemos corrigi-la com o uso de pontos no tecido que reveste os músculos abdominais (aponeurose), na tentativa de enrijecer a parede. Já na presença de flacidez de pele e de parede muscular, devemos corrigi-las simultaneamente. E, nos casos de flacidez muscular sem flacidez de pele, podemos, por meio de uma incisão semelhante à cesárea, fazer a correção de toda a parede muscular – tanto do abdômen inferior como o superior.

Lipoabdominoplastia trouxe mais eficácia a procedimentos

Na presença de excesso de gordura, devemos planejar a correção do abdome, associada à retirada da gordura. Em casos dessa natureza, realizamos o que denominamos de lipoabdominoplastia, em que retiramos o excesso de gordura, assim como de flacidez de pele, e corrigimos a flacidez da parede muscular.

Por meio dessa intervenção, os resultados estéticos passam a ser muito superiores. Isso porque, com a lipoabdominoplastia, a abordagem do abdômen passou a ser mais eficaz, completa e com resultados definitivos, tornando-o “malhado”, esculpido.

A esse respeito, deve-se notar que as plásticas abdominais mais modernas priorizam um resultado com nuances, ou seja: o ideal é uma plástica que resulte não em abdômen esticado, porém mais definido. Dessa forma, acentuam-se os oblíquos, os músculos reto abdominais, e a cintura, apresentando um abdômen “negativo”, que, associado aos flancos e ao dorso definidos, configuram uma plástica mais elegante.

Quando se opta por fazer uma plástica no sexo masculino, a abordagem também deve ser feita de forma mais completa, retirando-se os excessos de pele e gordura e corrigindo-se a flacidez muscular. Porém, a fim de manter o abdome com características masculinas, não devemos salientar a cintura. O mais indicado é, quando possível, salientar as intercessões da aponeurose muscular, resultando em um abdomên malhado, com gomos.

Intervenção dispensa anestesia geral

A intervenção de abdômen, associada ou não ao dorso e aos flancos, pode ser realizada por meio de anestesia peridural ou raquianestesia, não sendo necessário o uso de anestesia geral. As plásticas de abdômen com abordagem mais moderna não necessitam de internações prolongadas e, em alguns casos, os pacientes podem ter alta no mesmo dia. Dependendo da técnica utilizada pelo cirurgião plástico, também não há necessidade do uso de drenos.

Normalmente, no pós-operatório, indica-se o uso de malhas compressivas, tanto para o conforto dos pacientes quanto para a aceleração do aparecimento dos resultados. No entanto, é preciso ressaltar que o resultado definitivo de uma plástica de abdômen, normalmente, se concretiza em um ano.

E vale a pena lembrar que, ao resolver realizar uma plástica abdominal, o paciente deve sempre procurar um profissional membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Pós-operatório de cirurgia plástica exige acompanhamento médico

A cirurgia plástica é uma técnica que deve ter um planejamento para que tudo ocorra bem. Um ótimo resultado depende não só de adequado ato cirúrgico, como também do pós-operatório adequado.

Tão importante quanto a cirurgia é programar as etapas no intraoperatório e, no pós operatório, manter os resultados obtidos. Isso significa, acima de tudo, não expor o paciente a riscos. Assim que uma cirurgia é finalizada, imediatamente, o organismo começa uma fase de reparação do trauma cirúrgico.

Essa fase pode ser intensa e, na verdade, vai depender da extensão da operação. Assim, quanto maior a cirurgia, maior a reparação. Para o organismo, a cirurgia nada mais é do que um trauma, que precisa ser reparado.

Aumento do metabolismo e suporte nutricional
Por esse motivo, no pós-operatório é comum o aumento do metabolismo. É importante que haja um suporte nutricional adequado e o médico deve aconselhar o consumo de substâncias que são ajudam à cicatrização, como vitamina C, ferro, acido fólico e alimentos com alto teor de proteínas. Da mesma forma, o paciente deve evitar o contato com elementos que prejudicam a cicatrização, como o cigarro.

É uma fase em que é mais fácil perder peso, devido ao aumento do metabolismo. Isso ajuda no processo de retração cutânea e, consequentemente, potencializa os resultados da cirurgia.

Se o paciente fizer uso de uma dieta adequada, com vitaminas e proteínas, poderá até mesmo perder peso. E, o que é melhor, sem comprometer o resultado da cirurgia nem se expor a riscos para a sua saúde.

Cicatrização exige monitoramento
Em relação à cicatrização, portanto, aconselha-se o uso de alimentos adequados, associado à imobilização das cicatrizes através de micropore e à verificação constante, por meio de monitoramento médico.

É importante observar alterações de pigmentação, elevações das cicatrizes e sintomas como pruridos, a fim de corrigir possíveis desvios.

Assim, pode-se intervir por meio de cremes e medicamentos. Se, por outro lado, não fazemos o monitoramento, podemos perder o momento adequado de tratar possíveis alterações de cicatrização. Em alguns casos, é necessário até realizar outra cirurgia, exatamente pela perda desse momento, que é quando as cicatrizes se tornam inestéticas.

Cintas modeladoras, pouca exposição ao sol e atividade física
Outro fator importante para um excelente pós-operatório é o uso de cintas modeladoras e sutiã apropriados. Tais itens fazem com que os edemas e hematomas desapareçam mais rapidamente e ajudem na retração cutânea.

O monitoramento médico regular proporciona a adequação das cintas, mantendo a efetividade da pressão das cintas e malhas. Esses acessórios devem ser usados, no mínimo, durante 45 dias e, dependendo da necessidade, o médico pode indicar o uso por até seis meses após a cirurgia.

Em resumo, todo pós-operatório deve ser monitorado, e cada caso precisa ser individualizado. A proteção solar é um cuidado importante, já que a exposição precoce pode levar ao aparecimento de manchas e ao escurecimento das cicatrizes. Uma monitoração adequada, feita pelo cirurgião e/ou por sua equipe, lembra o paciente da necessidade de proteção à radiação solar.

Ressalte-se que isso vai depender do tipo de cirurgia realizada. Porém, de uma forma geral, o ideal é ficar afastado do sol por, no mínimo, 60 dias. E, em alguns casos, chega-se a pedir que o paciente fique longe dos raios solares durante seis meses – isso, claro, depende da extensão da cirurgia e do local operado.

Em relação à atividade física, não podemos comprometer o resultado de uma cirurgia liberando precocemente o paciente para fazer exercícios físicos, carregar peso ou realizar movimentos amplos e tensos. Mesmo o ato de dirigir automóveis, feito precocemente, pode incorrer em riscos, como a abertura de pontos e o alargamento de cicatrizes.

O que, de uma maneira geral, vai prejudicar o resultado de uma cirurgia. Assim, quanto à atividade física, a liberação deve ser individualizada, e o médico deve privilegiar sempre o melhor resultado possível, levando-se em conta a extensão da cirurgia e o local operado.

Drenagem linfática
Outro fator importante a ser lembrado é a realização de drenagem linfática no pós-operatório, associada ao uso de técnicas como ultra-som, estimulação russa, endermologia e laser.

O momento adequado de iniciar a drenagem e o uso desses equipamentos deve ser avaliado pelo cirurgião responsável pela cirurgia, bem como a intensidade e a frequência dos tratamentos. Dessa forma, o médico não vai expor o paciente nem comprometer o resultado da operação.

Finalizando, o resultado de uma cirurgia pode levar até um ano para aparecer. Porém, o resultado não aparece por si: é fruto de uma operação feita com excelência, previamente planejada e, no pós-operatório, a monitoração é de suma importância para que se obtenha o melhor resultado possível. Sempre que pensar em realizar uma cirurgia, procure sempre um profissional ligado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Escrito por: Gerson Luiz Julio

Cirurgias plásticas não são presentes de aniversários

Você provavelmente não vai estranhar se ouvir a história de que a filha de um casal de amigos pediu aos pais, como presente de aniversário de 15 anos, uma lipoescultura, uma alteração no nariz e o aumento das mamas… Pois como este pedido está se popularizando entre as adolescentes, as festas de debutantes poderão estar com os dias contados.

Segundo no ranking mundial de cirurgias plásticas e referência quando o assunto é profissional especializado, o Brasil realizou, em 2006, 700 mil intervenções, 15% em adolescentes entre 14 e 16 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Esse índice ficava em torno de 5%, há 10 anos. As estatísticas apontam ainda que, do total, 70% mulheres e 60% eram operações estéticas.

A globalização, a Internet, o padrão de beleza de Hollywood, as facilidades de pagamento e a massificação da indústria de cosméticos são apontados como os fatores para intervenções cada vez mais precoces… Mas para não deixar que um desejo juvenil se torne uma obsessão para muitas jovens que querem mudar tudo a qualquer custo, precisamos constatar se o corpo desta adolescente ainda pode sofrer alguma mudança e se há riscos para o seu desenvolvimento.

Lipoaspiração com menos de 16 anos é puro modismo ou ilusão que haverá uma mudança do contorno corporal muito grande. No caso das próteses mamárias, muitas vezes não se leva em conta o risco do procedimento e o desenvolvimento da adolescente, que só deverá estar completo após 16 ou 18 anos. A intervenção nas mamas só deve ser feita precocemente em situações extremas, como malformações e assimetrias muito grandes.

A rinoplastia também não deve ser feita antes dos 18 anos, a não ser por uma dificuldade respiratória causada, por exemplo, por um desvio de septo nasal. Esta é uma das cirurgias que envolve um grande componente emocional, é a que tem maior impacto na auto-imagem.

O que eles querem mudar
Embora alguns procedimentos cirúrgicos tenham indicação médica – como correção das chamadas orelhas em abano, retirada de cicatrizes -, a vaidade é a principal motivação dos jovens que optam pelas plásticas no país. Colocação de próteses mamárias, redução de seios e lipoaspiração estão entre os procedimentos mais procurados pelas meninas. Embora a demanda seja um pouco menor, a rinoplastia (cirurgia do nariz) é bastante procurada também. No caso dos meninos, um dos problemas mais comuns é a ginecomastia, o aumento das glândulas mamárias decorrente dos hormônios da puberdade. Nesse caso, apesar do incômodo, é melhor esperar passar dos 16 anos porque na maior parte das vezes a regressão ocorre sozinha. Uma cirurgia antes pode ser precipitada.

Expectativa x resultados reais
O aumento da procura de jovens por cirurgias plásticas decorre da valorização excessiva da aparência e da padronização da beleza, um fenômeno mundial e global. É algo que afeta diretamente a adolescência, mas não é exclusiva dela. Há um estímulo muito grande para que as pessoas se encaixem num padrão. As diferenças, ao invés de serem valorizadas, são atacadas como um defeito.

E o adolescente está muito mais vulnerável a esta pressão social, porque está em formação ainda, sob a influência da ditadura de comportamentos padronizados. A ansiedade de corresponder a esses padrões faz da cirurgia plástica uma forma mais rápida de conseguir o corpo sonhado. A adolescência é uma fase de urgência, em que tudo precisa ser muito rápido, por isto a orientação da família é tão importante.

As cirurgias plásticas em adolescentes têm de ser autorizadas pelos pais. A decisão precisa ser bem pensada, ainda mais quando o motivo é só estético. Se o resultado não for o que o adolescente espera, pode haver danos psicológicos. O adolescente não tem preparo para suportar esse tipo de frustração. Cabe aos pais não deixar que o filho tome uma decisão tão importante por impulso.

Mesmo se o jovem ficar empolgado com a idéia que tem sobre o resultado da cirurgia, Ruben Penteado acredita que o jovem precisa ter maturidade para compreender as mudanças reais que acontecem no pós-operatório, somente assim ele saberá respeitar as orientações médicas antes de optar pela plástica.

Outra questão que precisa ser considerada é a baixa capacidade de frustração do jovem em relação a adultos, que já têm essa capacidade mais desenvolvida. Se a cirurgia plástica não vier acompanhada de mudanças nos hábitos de vida, a cirurgia pode ser perdida rapidamente.

Idade ideal?
Desde que o jovem seja saudável e todos os exames pré-operatórios sejam realizados, não existe uma idade exata a partir da qual as cirurgias plásticas possam ser realizadas. É preciso considerar o desenvolvimento físico e emocional de cada paciente.

Em casos de mamas chamadas gigantes, ou seja, quando notadamente as mamas têm um tamanho desproporcional ao corpo, a cirurgia plástica pode ser feita mesmo precocemente, entre os 14 ou 15 anos, uma vez que comprometem o bom desenvolvimento postural da jovem e limitam as atividades físicas. Já em relação às queixas de mamas pequenas, só se indica a cirurgia precocemente, antes dos 18 anos, para implante de próteses mamárias nos casos em que por uma alteração no desenvolvimento das mesmas ocorra uma assimetria muito grande. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade de nova intervenção ao final do período de crescimento para ajustar o resultado.

Quanto às lipoaspirações, na minha opinião, elas estão praticamente contra indicadas na adolescência, pois podemos perder a oportunidade de incentivar o adolescente a adotar hábitos saudáveis como uma boa alimentação e a prática de atividades físicas.

Em relação à rinoplastia ou rinosseptoplastia, o procedimento está indicado em qualquer idade sempre que se detectar uma dificuldade respiratória causada, por exemplo, por um desvio de septo nasal. Em casos meramente estéticos, penso que convém aguardar os 18 anos.

Mas, e quanto aos riscos?
Cirurgicamente, uma pessoa de 16 anos está sujeita aos mesmos riscos que uma de 50 anos. O importante é individualizar a indicação da cirurgia, para que, em cada caso, o resultado melhore a qualidade de vida do paciente. Apesar disso, é importante registrar um alerta: a cirurgia plástica em jovens exige cuidados especiais. Nessa fase, há inúmeras mudanças hormonais e é preciso estar com o corpo totalmente formado para se submeter a uma cirurgia. As plásticas de redução e aumento de mamas com caráter puramente estético, por exemplo, são indicadas apenas quando a menina está com 80% a 90% do total de seu crescimento. Essa análise pode ser feita por meio da idade óssea e da estatura dos pais e parentes de 1º grau.

Mesmo seguindo todas essas regras, no entanto, a avaliação criteriosa do cirurgião plástico sempre será fundamental, pois em muitos casos pode haver exceções e outras orientações.

Ruben Penteado é cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, diretor do Centro de Medicina Integrada www.medintegrada.com.br

Escrito por:
Ruben Penteado

Cicatrizes em cirurgias plásticas

Freqüentemente se ouve falar que Cirurgias Plásticas não deixam cicatrizes. Mas isso não é verdade, infelizmente. Na cirurgia plástica, como em qualquer outro tipo de operação, é obrigatória a lesão de algum tipo de tecido, pele, músculo e até osso. Entretanto, existem técnicas cirúrgicas das quais o médico pode utilizar para deixar a cicatriz menos perceptível possível.

Itens controláveis pelo cirurgião plástico e outros relacionados ao organismo e cuidados do paciente agem sobre a qualidade final da cicatriz. O médico preocupa-se com a higiene, a fim de evitar infecções, com técnicas de sutura avançadas, materiais de alta tecnologia, etc. Porém, o aparecimento de quelóides é relacionado ao organismo do paciente e incontrolável pelo médico.

O quelóide é uma cicatriz grossa, que cresce de acordo com a evolução do corte, geralmente em alto relevo e endurecida. Apesar de ser dificilmente diagnosticada precocemente, já existem maneiras de preveni-las e tratá-las.

Toda cicatriz deve ser bem cuidada e higienizada. O processo de evolução de qualquer cicatriz se dá em três fases: o período imediato, no qual ela se apresenta pouco visível, excetuando os casos em que há reação aos pontos pela pele; o período mediato, até o sexto mês após a cirurgia, quando ocorrerá a mudança de cor de vermelha para marrom e um espessamento gradativo; e o período tardio, do sexto ao décimo segundo mês, que é aquele em que a cicatriz começa a se tornar mais clara e fina, atingindo aos poucos o aspecto definitivo.

Dr. Wagner Montenegro é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Conselho Federal de Medicina.

Fonte: Portal R7

Desafios éticos para a cirurgiões plásticos

Um novo jogo on line que encoraja meninas a colocar suas bonecas virtuais de dieta e a levá-las a uma clínica para fazer cirurgias plásticas está provocando muita polêmica na Grã-Bretanha. Mais de 200 mil pessoas já se registraram no website Miss Bimbo (http://www.missbimbo.com), desde seu lançamento, em fevereiro deste ano, a maioria delas entre 9 e 16 anos de idade.

Na página da web, as meninas são incentivadas a criar as bonecas “mais legais, ricas e famosas do mundo”. Para alcançar este objetivo, elas usam “bimbo dólares”, moeda virtual utilizada no site, para comprar roupas, fazer cirurgias plásticas ? especificamente, colocar silicone nos seios ? e comprar anorexígenos. Tudo, segundo o próprio site, para que as bonecas participantes possam “alcançar a fama e conquistar maridos bilionários”.

Pais e profissionais de saúde já apontam o website como uma ameaça e não uma brincadeira, pois o jogo passa uma mensagem completamente equivocada sobre beleza e sucesso para crianças e jovens. Como a discussão apenas começou, devemos acompanhar com atenção como as autoridades e a população da Grã-Bretanha vão proceder em relação ao acesso de crianças e jovens a este site.
Enquanto isto no Brasil…

Não temos nenhuma versão nacional de Mis Bimbo, mas também devemos nos preocupar com a visão que crianças e adolescentes têm a respeito de beleza e estética. Exageros e excessos rondam este segmento populacional também.

Hoje, podemos afirmar que a cirurgia plástica é um dos meios que a sociedade moderna encontrou para elevar a auto-estima e o bem-estar do indivíduo, fazendo com que ele conviva melhor com sua própria imagem. Quando esta especialidade médica iniciou seus trabalhos, os cirurgiões não falavam em estética, bem-estar, beleza, pois a importância da auto-estima não era tão difundida socialmente. O discurso era o reparar as deformidades.

muito semelhante quando o assunto é a própria imagem. Depois de garantir a satisfação das necessidades básicas, o ser humano busca estar bem com sua aparência. Com a estabilidade econômica que experimentamos há quase uma década no Brasil, a cirurgia plástica vem crescendo, ampliando seu mercado

A mudança exterior não é apenas voluntarismo. Quem nasceu com um nariz muito grande ou com a orelha acentuadamente para frente não considera a cirurgia plástica apenas uma vontade, e sim, uma necessidade. A cirurgia plástica é importantíssima também para as pessoas que passaram por algum tipo de trauma físico.

O trabalho do cirurgião plástico é o de mostrar que ?o normal? e ?o mais bonito? são as mudanças sutis, quase imperceptíveis, pois, em meio a este processo de valorização social da auto-estima, este profissional tem que estar atento aos excessos e às más indicações dos procedimentos cirúrgicos, que sempre devem ser evitados para o bem do paciente.

Por isto, além de uma boa formação técnica, o cirurgião plástico tem de ter uma consistente formação ética. Se o paciente disser que tem o nariz grande, cabe a ele julgar o próprio nariz. Ao médico cabe a avaliação profissional e a conduta ética de indicar ou não uma intervenção cirúrgica a este paciente. O papel do cirurgião plástico é estabelecer se os anseios do paciente são reais, que tipo de tratamento é mais indicado para cada caso e mostrar que a cirurgia plástica é um tratamento médico, com limitações e riscos, o que certamente Miss Bimbo não fará pelas crianças e adolescentes.

Escrito por:
Ruben Penteado
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