Cirurgia plástica não deve ser banalizada, diz Dr. Pitanguy

Aos 84 anos, Ivo Pitanguy ainda inspira gerações. Com mais de 50 anos de carreira, o cirurgião plástico, referência internacional em sua especialidade, lotou o auditório do Congresso Brasileiro de Psiquiatria para falar sobre os aspectos filosóficos e psicossociais em cirurgia plástica. Durante sua rápida participação, ele falou ao site de VEJA que sua saúde está ótima e que ainda pretende esperar alguns anos para se submeter a primeira cirurgia plástica.

Com mais de 60.000 cirurgias no currículo, Pitanguy criticou a banalização atual da prática e a atuação de profissionais despreparados. “Antes, eu tinha que explicar o que era a cirurgia plástica para as pessoas. Hoje, preciso explicar o que ela não é. Ela não é essa banalização, essa falta de conduta adequada, com pessoas menos preparadas ou não especialistas”.

Qual o perfil da mulher brasileira quando o assunto é cirurgia plástica?
O perfil da mulher brasileira é muito parecido com o das mulheres de outros países mais civilizados, que são expostas muito à mídia e à informação. Sabemos que o Brasil é um país muito grande, mas todo brasileiro tem uma preocupação com o corpo. Atualmente, antes de pensar em cirurgia, a mulher pensa em se cuidar, se alimentar adequadamente, em praticar esportes e ginástica. É uma mulher que está muito atuante dentro do seu mundo.

O senhor está nessa área há mais de cinco décadas. Podemos dizer que esse perfil mudou em relação ao passado? O que está diferente?
O que mudou foi a consciência sobre a importância do cuidado em relação à saúde, mais do que com a cirurgia. Hoje em dia, nosso sentido de beleza está muito mais ligado ao bem-estar. Só que antes, eu tinha que explicar o que era a cirurgia plástica para as pessoas. Hoje, preciso explicar o que ela não é. Ela não é essa banalização, essa falta de conduta adequada, com pessoas menos preparadas ou não especialistas. É importante que a cirurgia plástica seja vista como um ramo da cirurgia geral. A pessoa precisa se preparar, tem que ser bom médico, fazer especialização. Pelo fato da cirurgia plástica ter trazido muito bem-estar à população quando bem indicada, houve uma invasão de especialidades. E essa banalização começou a dificultar a boa indicação da cirurgia plástica. Por isso, é importante procurar um bom cirurgião, bem formado, que não entre nesse aspecto de que cirurgia plástica é pouco importante, quando na verdade é um ato muito importante.

Até que ponto os padrões de beleza da sociedade influenciam a mulher atual?
Alguns padrões de beleza são eternos. Mas sem dúvida nenhuma a mídia traz uma influencia maior. Se nós olharmos a evolução da humanidade, para o conceito de beleza de Rubens ou Renoir, vamos ver diferenças. É importante que cada um seja feliz com o seu biotipo. Não se pode ser influenciado demais pela mídia para ter que mudar o seu biotipo para uma realidade que não é a de todo mundo. Existem padrões que não correspondem à beleza, mas que são padrões comerciais que seriam a beleza, que vendem produtos, mas que não necessariamente são a verdade.

Qual o papel do médico nesse sentido?
O papel do médico é muito claro. Cabe a ele julgar se aquela pessoa tem noção do próprio corpo, se ela compreende o que ela quer fazer. Se o que a pessoa procura é irreal, é muito importante que ela seja elucidada. Tem pessoas que me procuram e que buscam o que não é real. Antes de tudo, é preciso conduzir essa pessoa a um reencontro com a sua própria personalidade, seu próprio eu, do que com o bisturi. O ser humano é a preocupação fundamental do médico.

Recentemente VEJA publicou uma matéria mostrando a situação de mulheres que se arrependeram de ter colocado silicone, por conta do tamanho da prótese. Falta orientação em alguns casos?
A compreensão nem sempre é exata, mas a orientação tem sempre que ser procurada. Evidente que, dentro desse aspecto de mama, podem ter pessoas que achem que aquele tamanho exagerado seja a solução. Só que depois, diante daquele volume , podem não ficar contentes. Acho que a experiência de um médico o conduz muito a conversar, sentir as pessoas, sentir o biotipo e aconselhá-las com o que seria melhor para ela. Ouvindo-a também, é claro, mas não deixar que ela se leve apenas pela moda.
O senhor costuma dizer em suas entrevistas que nunca fez plástica porque se ‘tolera’.
É verdade que eu já disse isso mais de uma vez. E continuo dizendo porque eu ainda me tolero. O dia que eu não me tolerar tanto, vou fazer uma cirurgia, mas pretendo esperar um pouquinho mais.
Mas falta tolerância do brasileiro com o próprio corpo?
Não acho que o brasileiro é tão diferente dos outros povos. As pessoas são muito parecidas. Acho que o brasileiro tem mais consciência e essa consciência pode trazer uma procura maior.
Como o senhor enxerga a cirurgia plástica nos adolescentes? O índice de jovens na mesa de cirurgia plástica está aumentando. O que os pais devem fazer?
Sempre que falo sobre adolescentes, procuro definir se ele está em uma determinada fase da vida, se ainda seus órgãos ainda estão em formação. São diferentes casos. Por exemplo, se ele tem uma orelha de abano, aos oito anos você já pode operar porque a orelha já cresceu e ele não vai precisar conviver com aquele estigma. Se ele ainda tiver em formação e não tiver uma grande deformação, talvez ele não seja maduro o suficiente para saber se a indicação vem dele mesmo ou do meio em que ele vive. Você não pode operar nada enquanto o órgão estiver desenvolvendo. Mama e nariz não se desenvolveram, então não há recomendação para cirurgia. Tem que esperar desenvolver.
Qual é a grande busca em cirurgia plástica?
A maior revolução da cirurgia plástica é procurar naturalidade. É conseguir fazer com que uma correção feita seja imperceptível. E o normal é o que não se nota.
Parecer velho é um problema para muita gente. Por que as pessoas têm tanto medo de envelhecer?
É sempre um grande ânimo ver a juventude. Quando você olha uma pessoa jovem e gosta de vê-la, é porque a juventude está muito mais no sentido da esperança como felicidade, da procura do que no encontro. Essa procura tem que ser permanente, eterna.
Fonte: Revista Veja

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