Cirurgia plástica faz parte do treinamento de miss para levar a coroa

Loira, morena, negra, mulata, oriental. Como é a mulher mais bonita do planeta? Neste ano ela é mexicana, tem 22 anos e atende pelo nome de Jimena Navarrete. A morena foi eleita a Miss Universo 2010 recentemente, em agosto, na cerimônia realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos. A beldade superou outras 82 candidatas. Mas qual a fórmula do sucesso para sagrar-se miss? Para entrar na disputa da coroa, ser bonita é pré-requisito tanto para estar lá quanto para todo o resto. E apesar de serem beneficiadas pela genética, as mulheres penam para levar o título para casa. Tratamentos estéticos, de pele, de cabelo, rotina de exercícios, dieta, curso de etiqueta e uma vida quase inteira dedicada aos concursos de beleza fazem parte da história das candidatas. E como se fosse possível aperfeiçoar ainda mais estas beldades, nos últimos anos, candidatas do mundo todo têm recorrido às cirurgias plásticas a fim de aumentarem suas chances na disputa. Afinal, uma lipoescultura é capaz de aperfeiçoar as curvas, o silicone aumenta seios e o bumbum, o nariz e a orelha também podem ser melhorados. Polêmicas à parte, em concurso de miss, plástica não dá doping. Mas até que ponto as candidatas que passam por intervenções se sentem confortáveis com as mudanças ou foram influenciadas a apelarem para o bisturi?

Só que as misses não estão sozinhas em encarar as angústias que permeiam a busca do corpo perfeito. Não é à toa que o número de procedimentos estéticos, entre cirúrgicos e não cirúrgicos, no Brasil, só cresce. Em 2009, foram aproximadamente 645 mil cirurgias plásticas, segundo pesquisa encomendada ao Ibope pelo 11º Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, realizado em março em São Paulo. Isso sem contar os outros procedimentos estéticos não cirúrgicos que juntamente com a qualidade dos profissionais coloca o Brasil como o melhor lugar do mundo para se fazer cirurgias plásticas, de acordo com um ranking recentemente publicado na revista norte-americana Newsweek.

Beleza construída ou melhorada?

E como uma miss, apesar de muito bela, sabe que tem uma gordurinha sobrando ali ou poderia ter um nariz levemente mais arrebitado para encantar os juízes? Para auxiliar as candidatas a trilhar o caminho das pedras até o sonhado reinado existem profissionais especializados no ramo. Evandro Hazzy é preparador de misses, ou como o termo do ramo determina, é um missólogo. Fundador da Escola de Misses Allure by Evandro Hazzy, segundo ele a primeira escola de misses do Brasil, organizador do Miss Minas Gerais e comentarista oficial da transmissão pela Rede Bandeirantes, o profissional diz que as candidatas já sabem o que esperar quando entram neste ramo. “Eu não acho que seja um sofrimento para as misses ter disciplina com os cuidados com a beleza. Para tudo na vida, a gente tem que passar por alguns obstáculos. Quem participa de um concurso deste tipo já sabe pelo que vai passar”, explica Hazzy.

Ao longo de sua carreira, o missólogo Evandro Hazzy já teve participação no sucesso de várias misses como Luize Altenhofen, Ana Hickman, Renata Fan, Joseane de Oliveira, Rafaela Zanela e Natália Anderle. Ele diz que para vencer é necessário que exista, principalmente, uma boa orientação. “Tem que ter preparação. Cuidados estéticos com a pele, com o cabelo, com o corpo são fundamentais. Mas o mais importante é um bom trabalho psicológico, capaz de preparar a candidata para a vitória e para a derrota”, explica Hazzy.

A gaúcha Rafaela Zanella, eleita Miss Brasil 2006, aderiu a um programa intenso de treinamento para vencer as outras concorrentes. “Já praticava muitos esportes, mas para concorrer ao Miss Rio Grande do Sul procurei uma nutricionista e passei a cuidar mais da alimentação, a preparação física foi aperfeiçoada com mais exercícios aeróbicos, também fazia massagens e drenagem linfática”, revela a beldade.

O cirurgião plástico Célio José de Oliveira, há dezesseis anos referência na realização de cirurgias estéticas em candidatas à miss e diversas personalidades, ganhou fama no mundo dos concursos quando realizou uma pequena lipoescultura na modelo Renata Bessa, que mais tarde seria eleita Miss Brasil, em 1995, por Minas Gerais.

Apesar da sua clientela, ele defende o bom-senso e a valorização da beleza original. “Sou adepto de realçar a beleza. Não acredito que se possa produzir uma beleza. Isso pode deixar a mulher estereotipada, com um aspecto artificial”, afirma Célio. O cirurgião ainda explica que a realização de cirurgias plásticas como parte do “treinamento” para levar a coroa é comum, mas por motivos éticos não divulga os nomes das candidatas e misses que já passaram por seus serviços médicos. “As cirurgias mais realizadas são geralmente lipoesculturas, próteses de seios e correções no nariz. Em alguns casos selecionados podem ser feitos preenchimentos para ressaltar as curvas”, conta o especialista.

Mesmo assim, Célio afirma que é criterioso ao indicar uma intervenção cirúrgica para uma paciente, seja ela candidata à miss ou não. Ele conta que uma candidata que participaria do Miss Brasil o procurou com o objetivo de fazer “alguns ajustes”. Célio revela que se negou a fazer a cirurgia: “Eu disse – Você é perfeita, não precisa de cirurgia. Ela aceitou meu conselho e acabou vencendo o concurso nacional”.

Visando o Miss Brasil, Rafaela Zanella resolveu investir ainda mais na aparência. “Procurei o cirurgião Almir Nácul, por indicação de uma colega. Perguntei o que ele achava que poderia modificar para melhorar e foi quando fiz uma bioplastia para levantar a pontinha do nariz. Já era algo que me incomodava, mas foi só neste momento que tive a oportunidade de fazer”, explica a modelo. “Algum tempo depois do Miss Universo fiz um implante de silicone nos seios”, revela a ex-Miss, hoje estudante de medicina.

Na bancada dos grandes concursos, os critérios de avaliação dos jurados podem ser bastante pessoais. Para o cirurgião plástico, que já foi jurado em dezenas de concurso no Brasil e no exterior, olhos bem treinados podem perceber a diferenças entre corpos naturais e modificados. O especialista revela que é possível perceber um procedimento mesmo quando a candidata nega que tenha feito. “Para a grande maioria dos jurados, esses procedimentos não prejudicam a performance da candidata. “Dá para ver, mas não interfere. O que influencia é a estética e o equilíbrio corporal da candidata”, explica.

A dor do arrependimento

Além disso, miss também se arrepende, como qualquer pessoa que passa por uma cirurgia plástica. Um exemplo famoso é o episódio envolvendo a Miss Rio Grande do Sul, Bruna Felisberto, que declarou sua insatisfação com a rinoplastia realizada pelo cirurgião Nelson Heller. A polêmica surgiu depois do sexto lugar da gaúcha no Miss Brasil 2009. A Miss então declarou que não ganhara devido ao caráter artificial e à cicatriz deixada por causa do procedimento.

Na época, o preparador de Bruna era justamente Evandro Hazzy, que também foi acusado de ter influenciado a modelo a fazer a cirurgia. Questionado sobre o assunto, ele alega que não indica cirurgias, apenas mostra os prós e contras: “Não sou contra cirurgias de maneira alguma. Sou contra excessos, e contra as pessoas que não têm cuidado no pós-operatório”, afirma Hazzy.

O cirurgião plástico Célio José de Oliveira conta que nunca teve problemas com suas pacientes, mas em contrapartida, já precisou retirar preenchimentos ou fazer o refinamento de lipoesculturas realizadas por outros profissionais para que as candidatas pudessem participar dos concursos.

Para evitar situações de frustração, o cirurgião Célio José de Oliveira revela que não faz cirurgias visando os concursos, mas que prefere analisar o que a paciente precisa. “Quando a paciente é uma empresária ou universitária, por exemplo, é uma questão diferente do que para alguém que vai seguir uma carreira de modelo ou atriz. Por isso, sempre pergunto o que ela pretende fazer da vida”, afirma Célio.

Antes de ir para a mesa de operação, qualquer mulher precisa ter algumas certezas. De que a cirurgia é necessária, de que vai resolver uma questão pessoal, melhorar a sua autoestima e se ela tem preparação psicológica para aceitar a mudança física e as dores do pós-operatório, que são muitas. “É importante que o paciente saiba que existe um tempo natural para a plena recuperação da cirurgia plástica e que o resultado final, bem como a necessidade de algum retoque, só poderão ser observados após este período”, diz Ruben Penteado, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Os recursos para exibir-se linda e mais jovem são inúmeros e tentadores. Eles vão desde os tratamentos estéticos aos alongamentos capilares, passando pelo botox e cirurgias de pequeno, médio e grande porte. No entanto, podem existir problemas graves quando alguém apela para o bisturi para se ajustar a um grupo social ou agradar olhares alheios. “É inegável que tudo isto traz satisfação, prazer, segurança. Porém, quando esse desejo se manifesta de uma forma exagerada e deturpada – como a vontade de se parecer com a artista X ou Y – é preciso se policiar” declara Ruben. Ele completa, “Só existe uma maneira de ser feliz com a própria imagem: não se comparar com ninguém, respeitar os próprios traços e limitações, ter bom senso e prezar a harmonia do conjunto”.

Outro ponto que o cirurgião plástico Célio de Oliveira faz questão de ressaltar é que existem muitos benefícios na cirurgia plástica, não apenas para as candidatas dos concursos de beleza, mas também para a população em geral. “Plástica não é sinônimo de lipoaspiração. Vítimas de queimaduras, de acidentes traumáticos ou mesmo quem teve um seio retirado em razão de um câncer viveriam melhor se pudessem fazer uma cirurgia. O objetivo final da plástica é melhorar a qualidade de vida das pessoas. O Brasil só não é o primeiro em cirurgias por problemas econômicos, ma seria muito bom que todos tivessem acesso aos seus benefícios”, diz Célio.

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