Archives for March 2012

Plástica de abdômen não é sinônimo de emagrecimento

No âmbito das cirurgias de modelagem corporal, as intervenções abdominais cumprem um papel muito importante. Isso porque o abdômen ocupa grande parte do tronco do corpo humano, dividindo-o com o tórax. Assim, as plásticas de abdômen têm função primordial na “escultura” e no formato do corpo, tornando-o mais elegante.

Antes de qualquer coisa, devemos compreender que a plástica de abdômen não serve para emagrecer. Se o paciente apresentar sobrepeso, o acúmulo de gordura não se restringirá à parede abdominal, mas também ao conteúdo intra-abdominal.

Nesses casos, o resultado estético ficará prejudicado, porque não existe possibilidade de modelar o abdômen – o excesso de gordura intra-abdominal não permite deixar o abdômen “negativo” (mais reto ou côncavo). Portanto, pacientes nessa condição devem diminuir seu peso previamente para, depois, se submeter à cirurgia.

Regiões próximas do abdômen devem ser consideradas

O abdômen sofre com as mudanças corporais: ganhos e perdas de peso, gravidez, vícios de postura corporal, sedentarismo. Devemos imaginar que nós somos seres “circulares”. Portanto, quando pensamos em intervir em um abdômen, precisamos imaginar uma unidade estética única, que inclui, além da região abdominal, os flancos e o dorso.

Não adianta o cirurgião plástico “fazer” um abdômen maravilhoso e não se preocupar com os flancos laterais e o dorso. Para haver harmonia e elegância no conjunto, deve-se programar a intervenção do dorso e dos flancos, associada à intervenção do abdômen.

Quando não se leva em consideração o conjunto, o formato corporal tende a ficar prejudicado. Ao se realizar somente a intervenção no abdomên – sem preocupar-se com o dorso e os flancos – a lipodistrofia (acúmulo de gordura nessas regiões) fica mais evidente e não chegamos a um conjunto harmônico. O ideal é que, quando indicada a plástica de abdomên, realizemos o procedimento e as intervenções paralelas ao mesmo tempo. Assim, esteticamente, o resultado ficará mais eficaz.
Tipos de intervenção abdominal

Quando analisamos um abdômen, devemos diagnosticar os problemas envolvidos: a presença de flacidez de pele e/ou da parede muscular e a presença de gordura no abdome, nos flancos e no dorso. Na presença de flacidez de pele, faz-se necessária a ressecção do tecido, que dependerá da quantidade de pele a ser removida, o que resultará numa cicatriz de extensão proporcional. Há casos, porém, em que a flacidez de pele é menor. Com isso, a incisão e cicatriz também serão menores.

Nos casos de flacidez da parede muscular, devemos corrigi-la com o uso de pontos no tecido que reveste os músculos abdominais (aponeurose), na tentativa de enrijecer a parede. Já na presença de flacidez de pele e de parede muscular, devemos corrigi-las simultaneamente. E, nos casos de flacidez muscular sem flacidez de pele, podemos, por meio de uma incisão semelhante à cesárea, fazer a correção de toda a parede muscular – tanto do abdômen inferior como o superior.

Lipoabdominoplastia trouxe mais eficácia a procedimentos

Na presença de excesso de gordura, devemos planejar a correção do abdome, associada à retirada da gordura. Em casos dessa natureza, realizamos o que denominamos de lipoabdominoplastia, em que retiramos o excesso de gordura, assim como de flacidez de pele, e corrigimos a flacidez da parede muscular.

Por meio dessa intervenção, os resultados estéticos passam a ser muito superiores. Isso porque, com a lipoabdominoplastia, a abordagem do abdômen passou a ser mais eficaz, completa e com resultados definitivos, tornando-o “malhado”, esculpido.

A esse respeito, deve-se notar que as plásticas abdominais mais modernas priorizam um resultado com nuances, ou seja: o ideal é uma plástica que resulte não em abdômen esticado, porém mais definido. Dessa forma, acentuam-se os oblíquos, os músculos reto abdominais, e a cintura, apresentando um abdômen “negativo”, que, associado aos flancos e ao dorso definidos, configuram uma plástica mais elegante.

Quando se opta por fazer uma plástica no sexo masculino, a abordagem também deve ser feita de forma mais completa, retirando-se os excessos de pele e gordura e corrigindo-se a flacidez muscular. Porém, a fim de manter o abdome com características masculinas, não devemos salientar a cintura. O mais indicado é, quando possível, salientar as intercessões da aponeurose muscular, resultando em um abdomên malhado, com gomos.

Intervenção dispensa anestesia geral

A intervenção de abdômen, associada ou não ao dorso e aos flancos, pode ser realizada por meio de anestesia peridural ou raquianestesia, não sendo necessário o uso de anestesia geral. As plásticas de abdômen com abordagem mais moderna não necessitam de internações prolongadas e, em alguns casos, os pacientes podem ter alta no mesmo dia. Dependendo da técnica utilizada pelo cirurgião plástico, também não há necessidade do uso de drenos.

Normalmente, no pós-operatório, indica-se o uso de malhas compressivas, tanto para o conforto dos pacientes quanto para a aceleração do aparecimento dos resultados. No entanto, é preciso ressaltar que o resultado definitivo de uma plástica de abdômen, normalmente, se concretiza em um ano.

E vale a pena lembrar que, ao resolver realizar uma plástica abdominal, o paciente deve sempre procurar um profissional membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Pós-operatório de cirurgia plástica exige acompanhamento médico

A cirurgia plástica é uma técnica que deve ter um planejamento para que tudo ocorra bem. Um ótimo resultado depende não só de adequado ato cirúrgico, como também do pós-operatório adequado.

Tão importante quanto a cirurgia é programar as etapas no intraoperatório e, no pós operatório, manter os resultados obtidos. Isso significa, acima de tudo, não expor o paciente a riscos. Assim que uma cirurgia é finalizada, imediatamente, o organismo começa uma fase de reparação do trauma cirúrgico.

Essa fase pode ser intensa e, na verdade, vai depender da extensão da operação. Assim, quanto maior a cirurgia, maior a reparação. Para o organismo, a cirurgia nada mais é do que um trauma, que precisa ser reparado.

Aumento do metabolismo e suporte nutricional
Por esse motivo, no pós-operatório é comum o aumento do metabolismo. É importante que haja um suporte nutricional adequado e o médico deve aconselhar o consumo de substâncias que são ajudam à cicatrização, como vitamina C, ferro, acido fólico e alimentos com alto teor de proteínas. Da mesma forma, o paciente deve evitar o contato com elementos que prejudicam a cicatrização, como o cigarro.

É uma fase em que é mais fácil perder peso, devido ao aumento do metabolismo. Isso ajuda no processo de retração cutânea e, consequentemente, potencializa os resultados da cirurgia.

Se o paciente fizer uso de uma dieta adequada, com vitaminas e proteínas, poderá até mesmo perder peso. E, o que é melhor, sem comprometer o resultado da cirurgia nem se expor a riscos para a sua saúde.

Cicatrização exige monitoramento
Em relação à cicatrização, portanto, aconselha-se o uso de alimentos adequados, associado à imobilização das cicatrizes através de micropore e à verificação constante, por meio de monitoramento médico.

É importante observar alterações de pigmentação, elevações das cicatrizes e sintomas como pruridos, a fim de corrigir possíveis desvios.

Assim, pode-se intervir por meio de cremes e medicamentos. Se, por outro lado, não fazemos o monitoramento, podemos perder o momento adequado de tratar possíveis alterações de cicatrização. Em alguns casos, é necessário até realizar outra cirurgia, exatamente pela perda desse momento, que é quando as cicatrizes se tornam inestéticas.

Cintas modeladoras, pouca exposição ao sol e atividade física
Outro fator importante para um excelente pós-operatório é o uso de cintas modeladoras e sutiã apropriados. Tais itens fazem com que os edemas e hematomas desapareçam mais rapidamente e ajudem na retração cutânea.

O monitoramento médico regular proporciona a adequação das cintas, mantendo a efetividade da pressão das cintas e malhas. Esses acessórios devem ser usados, no mínimo, durante 45 dias e, dependendo da necessidade, o médico pode indicar o uso por até seis meses após a cirurgia.

Em resumo, todo pós-operatório deve ser monitorado, e cada caso precisa ser individualizado. A proteção solar é um cuidado importante, já que a exposição precoce pode levar ao aparecimento de manchas e ao escurecimento das cicatrizes. Uma monitoração adequada, feita pelo cirurgião e/ou por sua equipe, lembra o paciente da necessidade de proteção à radiação solar.

Ressalte-se que isso vai depender do tipo de cirurgia realizada. Porém, de uma forma geral, o ideal é ficar afastado do sol por, no mínimo, 60 dias. E, em alguns casos, chega-se a pedir que o paciente fique longe dos raios solares durante seis meses – isso, claro, depende da extensão da cirurgia e do local operado.

Em relação à atividade física, não podemos comprometer o resultado de uma cirurgia liberando precocemente o paciente para fazer exercícios físicos, carregar peso ou realizar movimentos amplos e tensos. Mesmo o ato de dirigir automóveis, feito precocemente, pode incorrer em riscos, como a abertura de pontos e o alargamento de cicatrizes.

O que, de uma maneira geral, vai prejudicar o resultado de uma cirurgia. Assim, quanto à atividade física, a liberação deve ser individualizada, e o médico deve privilegiar sempre o melhor resultado possível, levando-se em conta a extensão da cirurgia e o local operado.

Drenagem linfática
Outro fator importante a ser lembrado é a realização de drenagem linfática no pós-operatório, associada ao uso de técnicas como ultra-som, estimulação russa, endermologia e laser.

O momento adequado de iniciar a drenagem e o uso desses equipamentos deve ser avaliado pelo cirurgião responsável pela cirurgia, bem como a intensidade e a frequência dos tratamentos. Dessa forma, o médico não vai expor o paciente nem comprometer o resultado da operação.

Finalizando, o resultado de uma cirurgia pode levar até um ano para aparecer. Porém, o resultado não aparece por si: é fruto de uma operação feita com excelência, previamente planejada e, no pós-operatório, a monitoração é de suma importância para que se obtenha o melhor resultado possível. Sempre que pensar em realizar uma cirurgia, procure sempre um profissional ligado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Escrito por: Gerson Luiz Julio

Cirurgias plásticas não são presentes de aniversários

Você provavelmente não vai estranhar se ouvir a história de que a filha de um casal de amigos pediu aos pais, como presente de aniversário de 15 anos, uma lipoescultura, uma alteração no nariz e o aumento das mamas… Pois como este pedido está se popularizando entre as adolescentes, as festas de debutantes poderão estar com os dias contados.

Segundo no ranking mundial de cirurgias plásticas e referência quando o assunto é profissional especializado, o Brasil realizou, em 2006, 700 mil intervenções, 15% em adolescentes entre 14 e 16 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Esse índice ficava em torno de 5%, há 10 anos. As estatísticas apontam ainda que, do total, 70% mulheres e 60% eram operações estéticas.

A globalização, a Internet, o padrão de beleza de Hollywood, as facilidades de pagamento e a massificação da indústria de cosméticos são apontados como os fatores para intervenções cada vez mais precoces… Mas para não deixar que um desejo juvenil se torne uma obsessão para muitas jovens que querem mudar tudo a qualquer custo, precisamos constatar se o corpo desta adolescente ainda pode sofrer alguma mudança e se há riscos para o seu desenvolvimento.

Lipoaspiração com menos de 16 anos é puro modismo ou ilusão que haverá uma mudança do contorno corporal muito grande. No caso das próteses mamárias, muitas vezes não se leva em conta o risco do procedimento e o desenvolvimento da adolescente, que só deverá estar completo após 16 ou 18 anos. A intervenção nas mamas só deve ser feita precocemente em situações extremas, como malformações e assimetrias muito grandes.

A rinoplastia também não deve ser feita antes dos 18 anos, a não ser por uma dificuldade respiratória causada, por exemplo, por um desvio de septo nasal. Esta é uma das cirurgias que envolve um grande componente emocional, é a que tem maior impacto na auto-imagem.

O que eles querem mudar
Embora alguns procedimentos cirúrgicos tenham indicação médica – como correção das chamadas orelhas em abano, retirada de cicatrizes -, a vaidade é a principal motivação dos jovens que optam pelas plásticas no país. Colocação de próteses mamárias, redução de seios e lipoaspiração estão entre os procedimentos mais procurados pelas meninas. Embora a demanda seja um pouco menor, a rinoplastia (cirurgia do nariz) é bastante procurada também. No caso dos meninos, um dos problemas mais comuns é a ginecomastia, o aumento das glândulas mamárias decorrente dos hormônios da puberdade. Nesse caso, apesar do incômodo, é melhor esperar passar dos 16 anos porque na maior parte das vezes a regressão ocorre sozinha. Uma cirurgia antes pode ser precipitada.

Expectativa x resultados reais
O aumento da procura de jovens por cirurgias plásticas decorre da valorização excessiva da aparência e da padronização da beleza, um fenômeno mundial e global. É algo que afeta diretamente a adolescência, mas não é exclusiva dela. Há um estímulo muito grande para que as pessoas se encaixem num padrão. As diferenças, ao invés de serem valorizadas, são atacadas como um defeito.

E o adolescente está muito mais vulnerável a esta pressão social, porque está em formação ainda, sob a influência da ditadura de comportamentos padronizados. A ansiedade de corresponder a esses padrões faz da cirurgia plástica uma forma mais rápida de conseguir o corpo sonhado. A adolescência é uma fase de urgência, em que tudo precisa ser muito rápido, por isto a orientação da família é tão importante.

As cirurgias plásticas em adolescentes têm de ser autorizadas pelos pais. A decisão precisa ser bem pensada, ainda mais quando o motivo é só estético. Se o resultado não for o que o adolescente espera, pode haver danos psicológicos. O adolescente não tem preparo para suportar esse tipo de frustração. Cabe aos pais não deixar que o filho tome uma decisão tão importante por impulso.

Mesmo se o jovem ficar empolgado com a idéia que tem sobre o resultado da cirurgia, Ruben Penteado acredita que o jovem precisa ter maturidade para compreender as mudanças reais que acontecem no pós-operatório, somente assim ele saberá respeitar as orientações médicas antes de optar pela plástica.

Outra questão que precisa ser considerada é a baixa capacidade de frustração do jovem em relação a adultos, que já têm essa capacidade mais desenvolvida. Se a cirurgia plástica não vier acompanhada de mudanças nos hábitos de vida, a cirurgia pode ser perdida rapidamente.

Idade ideal?
Desde que o jovem seja saudável e todos os exames pré-operatórios sejam realizados, não existe uma idade exata a partir da qual as cirurgias plásticas possam ser realizadas. É preciso considerar o desenvolvimento físico e emocional de cada paciente.

Em casos de mamas chamadas gigantes, ou seja, quando notadamente as mamas têm um tamanho desproporcional ao corpo, a cirurgia plástica pode ser feita mesmo precocemente, entre os 14 ou 15 anos, uma vez que comprometem o bom desenvolvimento postural da jovem e limitam as atividades físicas. Já em relação às queixas de mamas pequenas, só se indica a cirurgia precocemente, antes dos 18 anos, para implante de próteses mamárias nos casos em que por uma alteração no desenvolvimento das mesmas ocorra uma assimetria muito grande. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade de nova intervenção ao final do período de crescimento para ajustar o resultado.

Quanto às lipoaspirações, na minha opinião, elas estão praticamente contra indicadas na adolescência, pois podemos perder a oportunidade de incentivar o adolescente a adotar hábitos saudáveis como uma boa alimentação e a prática de atividades físicas.

Em relação à rinoplastia ou rinosseptoplastia, o procedimento está indicado em qualquer idade sempre que se detectar uma dificuldade respiratória causada, por exemplo, por um desvio de septo nasal. Em casos meramente estéticos, penso que convém aguardar os 18 anos.

Mas, e quanto aos riscos?
Cirurgicamente, uma pessoa de 16 anos está sujeita aos mesmos riscos que uma de 50 anos. O importante é individualizar a indicação da cirurgia, para que, em cada caso, o resultado melhore a qualidade de vida do paciente. Apesar disso, é importante registrar um alerta: a cirurgia plástica em jovens exige cuidados especiais. Nessa fase, há inúmeras mudanças hormonais e é preciso estar com o corpo totalmente formado para se submeter a uma cirurgia. As plásticas de redução e aumento de mamas com caráter puramente estético, por exemplo, são indicadas apenas quando a menina está com 80% a 90% do total de seu crescimento. Essa análise pode ser feita por meio da idade óssea e da estatura dos pais e parentes de 1º grau.

Mesmo seguindo todas essas regras, no entanto, a avaliação criteriosa do cirurgião plástico sempre será fundamental, pois em muitos casos pode haver exceções e outras orientações.

Ruben Penteado é cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, diretor do Centro de Medicina Integrada www.medintegrada.com.br

Escrito por:
Ruben Penteado

Cicatrizes em cirurgias plásticas

Freqüentemente se ouve falar que Cirurgias Plásticas não deixam cicatrizes. Mas isso não é verdade, infelizmente. Na cirurgia plástica, como em qualquer outro tipo de operação, é obrigatória a lesão de algum tipo de tecido, pele, músculo e até osso. Entretanto, existem técnicas cirúrgicas das quais o médico pode utilizar para deixar a cicatriz menos perceptível possível.

Itens controláveis pelo cirurgião plástico e outros relacionados ao organismo e cuidados do paciente agem sobre a qualidade final da cicatriz. O médico preocupa-se com a higiene, a fim de evitar infecções, com técnicas de sutura avançadas, materiais de alta tecnologia, etc. Porém, o aparecimento de quelóides é relacionado ao organismo do paciente e incontrolável pelo médico.

O quelóide é uma cicatriz grossa, que cresce de acordo com a evolução do corte, geralmente em alto relevo e endurecida. Apesar de ser dificilmente diagnosticada precocemente, já existem maneiras de preveni-las e tratá-las.

Toda cicatriz deve ser bem cuidada e higienizada. O processo de evolução de qualquer cicatriz se dá em três fases: o período imediato, no qual ela se apresenta pouco visível, excetuando os casos em que há reação aos pontos pela pele; o período mediato, até o sexto mês após a cirurgia, quando ocorrerá a mudança de cor de vermelha para marrom e um espessamento gradativo; e o período tardio, do sexto ao décimo segundo mês, que é aquele em que a cicatriz começa a se tornar mais clara e fina, atingindo aos poucos o aspecto definitivo.

Dr. Wagner Montenegro é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Conselho Federal de Medicina.

Fonte: Portal R7

Desafios éticos para a cirurgiões plásticos

Um novo jogo on line que encoraja meninas a colocar suas bonecas virtuais de dieta e a levá-las a uma clínica para fazer cirurgias plásticas está provocando muita polêmica na Grã-Bretanha. Mais de 200 mil pessoas já se registraram no website Miss Bimbo (http://www.missbimbo.com), desde seu lançamento, em fevereiro deste ano, a maioria delas entre 9 e 16 anos de idade.

Na página da web, as meninas são incentivadas a criar as bonecas “mais legais, ricas e famosas do mundo”. Para alcançar este objetivo, elas usam “bimbo dólares”, moeda virtual utilizada no site, para comprar roupas, fazer cirurgias plásticas ? especificamente, colocar silicone nos seios ? e comprar anorexígenos. Tudo, segundo o próprio site, para que as bonecas participantes possam “alcançar a fama e conquistar maridos bilionários”.

Pais e profissionais de saúde já apontam o website como uma ameaça e não uma brincadeira, pois o jogo passa uma mensagem completamente equivocada sobre beleza e sucesso para crianças e jovens. Como a discussão apenas começou, devemos acompanhar com atenção como as autoridades e a população da Grã-Bretanha vão proceder em relação ao acesso de crianças e jovens a este site.
Enquanto isto no Brasil…

Não temos nenhuma versão nacional de Mis Bimbo, mas também devemos nos preocupar com a visão que crianças e adolescentes têm a respeito de beleza e estética. Exageros e excessos rondam este segmento populacional também.

Hoje, podemos afirmar que a cirurgia plástica é um dos meios que a sociedade moderna encontrou para elevar a auto-estima e o bem-estar do indivíduo, fazendo com que ele conviva melhor com sua própria imagem. Quando esta especialidade médica iniciou seus trabalhos, os cirurgiões não falavam em estética, bem-estar, beleza, pois a importância da auto-estima não era tão difundida socialmente. O discurso era o reparar as deformidades.

muito semelhante quando o assunto é a própria imagem. Depois de garantir a satisfação das necessidades básicas, o ser humano busca estar bem com sua aparência. Com a estabilidade econômica que experimentamos há quase uma década no Brasil, a cirurgia plástica vem crescendo, ampliando seu mercado

A mudança exterior não é apenas voluntarismo. Quem nasceu com um nariz muito grande ou com a orelha acentuadamente para frente não considera a cirurgia plástica apenas uma vontade, e sim, uma necessidade. A cirurgia plástica é importantíssima também para as pessoas que passaram por algum tipo de trauma físico.

O trabalho do cirurgião plástico é o de mostrar que ?o normal? e ?o mais bonito? são as mudanças sutis, quase imperceptíveis, pois, em meio a este processo de valorização social da auto-estima, este profissional tem que estar atento aos excessos e às más indicações dos procedimentos cirúrgicos, que sempre devem ser evitados para o bem do paciente.

Por isto, além de uma boa formação técnica, o cirurgião plástico tem de ter uma consistente formação ética. Se o paciente disser que tem o nariz grande, cabe a ele julgar o próprio nariz. Ao médico cabe a avaliação profissional e a conduta ética de indicar ou não uma intervenção cirúrgica a este paciente. O papel do cirurgião plástico é estabelecer se os anseios do paciente são reais, que tipo de tratamento é mais indicado para cada caso e mostrar que a cirurgia plástica é um tratamento médico, com limitações e riscos, o que certamente Miss Bimbo não fará pelas crianças e adolescentes.

Escrito por:
Ruben Penteado
Cirurgia plástica

Esfoliação reduz a celulite e ajuda no bronzeado

 

A esfoliação corporal é a queridinha de todas as estações. No verão, além de renovar as células da pele, ela deixa o bronzeado mais uniforme e minimiza o efeito “casca de laranja”. Já no inverno, a prática ajuda a afinar a pele para uma melhor absorção de cremes e óleos hidratantes, evitando o ressecamento. Com a constante renovação celular proporcionada pela esfoliação, a tendência é ter a pele sempre linda e jovem.

Benefícios da esfoliação corporal

• Retira as células mortas promovendo a renovação celular.
• Afina a pele para uma melhor penetração dos princípios ativos dos cosméticos.
• Deve ser realizada três dias antes de se bronzear, para garantir um bronzeado mais homogênico e duradouro.
• Melhora a circulação sanguínea.
• Minimiza a celulite.
• Deixa a pele suave e acetinada.
• Estimula a produção de colágeno.

Mas apesar de tantos benefícios, ela não deve ser realizada todos os dias. “O ideal é esfoliar de 15 em 15 dias para não estimular demais a pele”, recomenda a dermatologista Blanch Marie, pois pode provocar um aumento da oleosidade natural do local.

Além disso, é importante comprar o creme esfoliante certo para você: existem alguns produtos com esferas mais abrasivas, indicado para peles espessas e oleosas e os menos abrasivos, para peles mais sensíveis. “Opte por um esfoliante mais abrasivo para o corpo e um menos para o rosto”, orienta a dermatologista.

Para saber o nível de abrasão do produto é só colocar um pouco na palma da mão e fazer movimentos circulares, se a pele ficar vermelha rapidamente e você sentir os grânulos mais grossos, então esse é mais abrasivo”, explica.

 

Esfoliação ideal para a sua pele

Pele oleosa: alguns princípios ativos prometem ajudar as peles oleosas, “como o abacaxi, que deixa a pele mais clara e diminui a oleosidade”, comenta a dermatologista. A esfoliação pode ser feita uma vez por semana.

Pele seca: geralmente quem tem a pele seca acha que não precisa fazer a esfoliação. Os benefícios, neste caso, vão muito além da renovação celular: ela deixa a pele preparada para receber o hidratante e ajuda numa melhor absorção do produto. Se a sua pele for espessa, opte por esferas mais abrasivas.

Pele sensível: as donas de pele seca ou oleosa e sensível devem passar o creme delicadamente no rosto, para não agredi-lo. Se você tem rosáceas, isto é, a pele rosada e normalmente com as bochechas avermelhadas, Blanch Marie aconselha a evitar a esfoliação, se possível. Antes de comprar o produto, observe se ele possui esferas menos abrasivas.

Como fazer uma esfoliação em casa

O momento ideal para realizar a esfoliação é durante o banho, pois, com a pele molhada, o creme desliza melhor pelo corpo. Faça sempre movimentos circulares, leves (isto é, sem pressionar a pele) e lentos para não machucar. Lembre-se de dar atenção especial para as áreas mais espessas como: joelhos, cotovelos e sola dos pés. Blanch Marie indica três receitinhas para fazer em casa:

1ª receita
Misture açúcar com óleo de amêndoas. Faça movimentos lentos e suaves. Também pode ser realizado no rosto, mas somente de 15 em 15 dias, pois o excesso de estímulo pode tornar a pele mais oleosa.

2ª receita
Misture açúcar cristal com mel. O mel é excelente hidratante e a pele ficará uma seda. Esse esfoliante é mais abrasivo, por isso não é recomendado para peles sensíveis.

3ª receita
Misture aveia em flocos com mel. Siga o mesmo procedimento, com movimentos circulares. Esse esfoliante é menos abrasivo e pode ser usado em todos os tipos de peles.

 

Consultoria: Blanch Marie, dermatologista.

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CONSULTÓRIO 1: Av. Afrânio de Melo Franco, 141 - sala 502 - Ed. Melo Franco Medical Center - Leblon - Rio de Janeiro - RJ (Em frente ao Shopping Leblon)
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Aviso: as imagens presentes neste site são meramente ilustrativas e não correspondem à pacientes reais.
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